segunda-feira, 19 de novembro de 2012

É FAVOR NÃO LER





Que fazes tu aqui?
Não está claro o título do poema?
Por que não valorizas teu escasso e precioso - porquanto escasso - tempo?
Acaso nunca ouviste falar de Shakespeare?
Já leste toda a obra teatral dele?
Não?!
E todos os sonetos?
Também não?!
Ai, meu Deus, então repito: Que fazes tu aqui?

Me abandone agora e leia todo o corpus Shakespeariano.
Quando terminares com o inglês, Dostoievski.
Leia tudo dele - inclusive todos os contos.
E quando terminares com o russo, outro grande.
E assim sucessivamente.
Que são eles? Deuses!
Que sou eu? Menos que nada.

Quando esgotarem-se os grandes
(Daqui a uns sessenta anos de leitura)
Podereis enfim retornar a mim.
Ou melhor, nunca retornes!
Releia todos os grandes começando por Shakespeare.

É isso: Nunca retornes!

domingo, 11 de novembro de 2012

O MURO (MANIFESTO CONSTRUTOR)





Livros. Livros imensos.
Cada livro é um tijolo
Deste muro chamado solidão


O muro isola o construtor
Daqueles que não sentem.
Fazem estes pouca falta


Oh, vós, que não sentem,
Por que nascestes pessoas?
Mais valia terdes nascido livros


(Retiro o que disse,
Alguém precisa servir
O café aos construtores)


O muro é muro diferente
Porquanto atrai como ímã
Os demais construtores mundiais


Eles se reconhecem logo,
Pois falam o mesmo idioma,
O raro e quase extinto “coracês”


Durante mais de vinte anos
Meus nada mestres pregaram
A igualdade pela ditadura vermelha.


Que me importa os proletários?
Penso é nos nobres construtores
Deste muro solidão-atração


Trabalhadores incansáveis,
Sem prerrogativas e reconhecimento.
Mas tal injustiça cessará em breve...


A igualdade será proibida!
A ditadura será do sentimento!
O vermelho será a cor do coração!

Solitários de todo o mundo, uni-vos!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

QUEST

 

    ORGULHOSO, ME AFASTEI DE TODOS EM BUSCA DO SABER
    HOJE SÓ SEI DE UMA COISA - NEM SABER QUE NADA SEI EU SEI:
    SEI QUE ESTOU SÓ
    E TRISTE
    E SEM AMORES
    E SEM ESPERANÇA
    TAL FRUSTRAÇÃO ME RENDEU UM BREVE POEMA
    VALEU A PENA.